Tendências em design

Tendências em design: um olhar diferente para o futuro

Forma, cor, símbolo e tipografia. Quando pensamos em tendências em design, esses podem ser os termos que naturalmente vêm a nossas mentes. Hoje, porém, queremos nos aprofundar mais estrategicamente neste conceito e pensar além do visual.

De fato, esses movimentos vêm e vão. Há algum tempo, o degradê era marginalizado pelo design, mas hoje ele assume o branding de muitas marcas com uma força incrível.

Neste artigo, porém, não vamos falar em tendências como um recurso do design, e sim aquilo que motiva o design, que o precede.

E, para falar com a propriedade necessária, convidamos o Thiago Cruz, um grande designer e parceiro da Fastdezine. O Thiago nos deu sua visão pessoal de como encarar esse assunto e essa percepção tão rica não poderia ficar guardada só pra gente.

Continue a leitura e conheça um novo olhar que pode ressignificar a forma como você encara as tendências em design.

Economia, saúde e perspectivas para o futuro: como as marcas se posicionam e ressignificam seus sentidos no mercado

Quando olhamos para o cenário nacional, as crises econômica e sanitária são as preocupações que mais se destacam. 

Sim, estamos cansados de pensar nisso, mas infelizmente a pandemia que começou há mais de um ano impacta diretamente as nossas vidas – e essa não é uma realidade que vai acabar tão cedo. Diante desse contexto, muitas marcas precisaram rever os seus posicionamentos.

A educação, por exemplo, foi uma das áreas mais afetadas e as instituições de ensino que já vinham incorporando a educação à distância (EAD) estão conseguindo passar por esse período com um pouco mais de tranquilidade.

Para ilustrar esse fato, podemos mencionar nossa parceira de negócios, a Park Education, uma empresa que nasceu há quase 30 anos e não parou de se reinventar desde então.

Players de outros setores também não param de evoluir, inclusive movimentando-se para dar auxílio social.

Os melhores cases

A Ambev pagou um auxílio de R$150,00 para 20 mil ambulantes prejudicados pela falta de Carnaval neste ano e, em parceria com o Zé Delivery doou 20 cupons de R$5,00 para os ambulantes que receberam pedidos pelo aplicativo.

O Magazine Luiza, por sua vez, lançou o movimento Unidos pela Vacina, iniciativa para vacinar todos os brasileiros até setembro e que oferece suporte para o governo no transporte de vacinas, seringas e outros insumos. Empresas como a Gol, a Suzano, a Wolkswagen e a Duratex também fazem parte desta ação.

Esses são apenas alguns exemplos de marcas que ressignificam suas atuações, indicando uma tendência de auxílio social que o país tanto necessita neste momento.

Então, ao observarmos isso, fica claro um ponto muito importante na nossa análise: as tendências partem da realidade social e econômica, seja ela positiva ou não. As marcas não estão mais simplesmente nas vitrines e estandes de vendas, elas fazem parte da vida dos consumidores, têm um propósito social.

Outro exemplo que podemos citar é o McDonald ’s, que foi criticado por vários movimentos europeus por não oferecer alimentos de qualidade. A comoção foi tamanha que houve boicote à empresa na Europa. Qual foi a solução encontrada?

Em diversos países, o McDonald ‘s adicionou ao seu cardápio alimentos mais saudáveis, de mais qualidade e também reposicionou sua comunicação visual. Os tradicionais vermelho e amarelo foram trocados pelo verde e amarelo nas fachadas das lojas europeias.

Todos esses exemplos que apresentamos até agora atestam que as palavras-chave para tendências em design são: a inclusão e a diversidade

Esses temas não podem mais ficar fora da construção de brandings. E, quando pensamos neles, estamos tratando de comunidades que de alguma forma precisam de ajuda.

Você concorda?

Além dos movimentos que nascem na sociedade, tema que abordamos até aqui, é preciso desmistificar como o branding deve ser concebido. Afinal, para que uma marca atenda a todos os seus propósitos ela precisa ser planejada!

Marcas mutantes sempre em movimento

Ninguém cria um negócio pensando em fechá-lo tão cedo. Por isso, é preciso que, desde a sua ideação, uma empresa seja sustentável e tenha a capacidade de se adaptar. 

Quando se constrói uma identidade visual a premissa é a mesma. Por isso, o Thiago defende a criação de marcas mutantes. Ele acredita na criação desse tipo de identidade visual, trata-se de uma crença pessoal dele em relação ao seu trabalho e nós também a defendemos.

A construção da imagem de uma empresa, em todos os aspectos, requer um trabalho pautado em sua singularidade, mas ela também deve ser sustentável o suficiente para se adaptar às mudanças sociais, econômicas e de mercado, como já problematizamos.

De fato, as tendências em design são ótimas fontes de inspiração, mas é preciso ir além do que já conhecemos e ousar criar o novo, expandir o olhar.

Afinal, vale a pena fazer “mais do mesmo”? Essa pergunta é muito importante porque reforça nossa ideia de que as marcas não devem simplesmente seguir padrões, não se trata somente de estampar uma identidade visual vazia.

Vejamos um exemplo prático de um segmento onde as marcas mutantes são muito comuns

A evolução das startups: de modelos prontos a marcas únicas

Um costume muito forte entre as startups é o chamado “CTRL+C, CTRL+V”.

E isso é justificável até certo ponto. Uma vez que as startups evoluem numa velocidade muito grande, elas tendem a usar métodos prontos, como bibliotecas de ícones, códigos padronizados e outras fórmulas encontradas gratuitamente em plataformas open source como o Google Material ou o Carbon, da IBM.

Trata-se de uma prática natural e aceitável, já que, no começo, esses negócios ainda precisam se estruturar. 

Por outro lado, a partir do momento em que evoluem, as sturtups passam a ganhar forma e potência e precisam construir elementos próprios, mais conectados aos seus valores e produtos. Somente desta forma elas passam a se diferenciar da concorrência.

Embora a criação de algo totalmente novo pareça difícil, não podemos esquecer que há diversas fontes de inspiração às quais é possível recorrer.

O design brasileiro: uma fonte rica e ainda pouco aproveitada

Uma das características do design brasileiro é que as tendências em design, muitas vezes, vêm de fora. 

Nos grandes centros urbanos mais globalizados, o design se espelha em criações que partem da América do Norte e Europa. Tal relação faz com que os traços das culturas desses locais, ou seja, das cidades brasileiras, se percam aos poucos.

Apesar disso, quando buscamos por profissionais do interior do país, conseguimos identificar uma personalidade mais presente, pois a cultura dessas regiões é muito forte.

Ah, e quando se fala em tendência, é notável a diferença entre os eixos regionais, considerando cidades do sudeste em comparação às do norte ou nordeste, por exemplo. E isso reflete em tudo que engloba o design, desde a escolha da tipografia até a paleta de cores de uma marca.

É esperado que o que venha de fora tenha potencial para servir de modelo na produção gráfica nacional, e está tudo bem!

Mas não podemos ignorar o fato de que temos uma cultura riquíssima a nosso dispor e que isso faz parte de nossa identidade… então, por que não tentar mudar a noção daquilo que consideramos mais atrativo e redefinir o que é Marketing Criativo para nós?

A quebra das expectativas é o salto entre o que existe e o que pode existir

O que podemos dizer sobre os caminhos que temos à nossa frente hoje? É por esses espaços que desejamos percorrer? Ao olhar para o cenário econômico e sanitário, a única resposta permitida é “não”!

É por isso que a visão sobre tendências em design que o Thiago Cruz nos traz é tão relevante. Ela vai muito além de pensar no seu trabalho, propriamente dito: transborda projetando o futuro que precisamos sem ignorar a realidade em que existimos. Isto faz com que Marketing Humanizado exista, de fato.

E vale lembrar que essa noção ampla de tendência se aplica a todas as áreas do design. Temos um post contando sobre o universo do design gráfico e suas diversas vertentes, confira!

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